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ÀS VEZES O VENTO...

Às vezes, o vento sopra
Às vezes, o vento some
Às vezes, sopra em pó
Às vezes, no quintal
Um dia acorda Carnaval
Outro dia ouvindo música
Outro dia, só silêncio
Sem sol ou som de norte a sul.

Não sei o que será
Se o vento não me soprar
Talvez tenha que sobrar
Pensamentos ao léu
No caminho do trabalho
Atrapalho meu quintal
Ando ouvindo o vento
Um vento sem som, sinal
Sinal de vida longa
Sem os ouvidos atarracados
Ora, não sei se cheguei
Ou se flutuei até aqui
Ou se o vento me trouxe...
Mas, afinal, pra que discutir?

O não importante é que estou aqui
Sem ter saído de qualquer lugar
Se o vento me carrega
Também me faz pousar
Então, viva, apenas viva
E deixe o vento te levar.
Leva, vento, e traz pro lado de cá
Uma coisa qualquer, seja poeira ou mar
Seja amar ou mimo
Mina ou manjá

Venha, vendo vento, vendo tudo
E compro também qualquer confusão
Que não tenha briga, principalmente de falcão
Então, voe, vento, voe voador
Voe e pouse
Por fora do meu cobertor
E durma.

HOMENAGEM AO MEU PAI

Hoje, 08 de Setembro de 2014, meu pai, Adalberto Caetano dos Santos, está completando 90 anos. Dário, com é conhecido pela maioria, é filho de Jovelina e Vítor, sempre morador da cidade de Oliveira dos Brejinhos, mas que também ganhou este mundão, a pé, montado, de pau-de-arara ou a vapor, foi ao Paraná, onde nasceram dois dos seus filhos, Dilza e Edmilson, rodou por Minas Gerais, atrás de pedras preciosas, junto com seu compadre Beija e outros amigos, lá pelas bandas de Pirapora (Paredão) que lhe renderam muitas das histórias que gosta de contar. Desde novo, homem esforçado, de andar descansado, mas ágil na luta diária, criou seus filhos às custas de muito suor, quanto mais trabalhava se sentia melhor, e ainda hoje peleja ali pelas bandas da Ingazeira, toca as cabras ao chiqueiro, galinhas ao poleiro, separa bezerros e aparta também os cabritos. Homem de bom espírito, recebe sempre seus amigos e compadres, no alpendre, descansado e, se preciso, conversa o dia todo.

Sempre responsável desde pequeno, irmão de mais sete: Augusto, Anorinda (Lora), Venâncio, Lormanha, Adelina, Salviano (Nego) e Helena (Lena). Esse povo todo já arrumou a viagem, mas Dário, graças a Deus, está aí pra servir de exemplo para toda a posteridade.

Desde cedo, eu também fico no seu pé. Ele, pai de um homem e um bocado de mulher (4): Darilene, Adenilda, Hilza e Dilza (Edmilson partiu cedo), Dário nunca teve medo de enfrentar dureza, agindo sempre com destreza, ao lado de sua companheira Adelice (Nena). Ainda hoje caça lenha, treino dos tempos em que botava uma barraca na feira pra ajudar nas despesas, das feituras de manuê feito de fubá passado no moinho em casa mesmo, peta, ginete, brevidade, bolo e café. Êta, povo esforçado, hoje me sinto prendado por ser filho destes dois, que Deus os abençoe e prolongue ao máximo suas vidas que, o que eu puder e não puder também, farei.

Parabéns, Adalberto, pelo seu dia, pai cheio de disposição e amor, fiel na alegria e na dor, na dificuldade e na bonança. Se fosse pra falar aqui, iria muito distante, mas, o que importa neste instante é continuar ao seu lado, fazendo, acontecendo e tendo os cuidados para que o senhor se sinta confortado e confortável, não tenho nada rentável, mas não lhe nego o amor e a mão.

Um grande abraço, meu velho, e que Deus nos abençoe e harmonize cada vez mais nossas vidas e de todos os nossos.

Oliveira dos Brejinhos - Bahia, 08-09-2014 - 17:24:08

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