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Homenagens

AOS QUE VIVERAM

homenagensÀ PROFESSORA JÚLIA ORMONDE

Assunto de hoje:
A vida e suas metáforas

Nós podemos ganhar ou perder pessoas
Depende de como as vemos
Se de perto, se como predicativos
Se como termos essenciais
Ou apenas como acessórios
Se escrevemos artigos sobre elas
Ou se as tornamos elipticas
Ora, exitem pessoas pretéritas, outras nem tempo têm
Pois, permanecem, pretérito, presente, futuro...
E mais tempo que houvesse.

Assim é essa senhora,
Seus objetos, diretos
Seus verbos, intransitivos
Sua vida, virtudes mais-que-perfeitas
Seus passos, concretos
Substantiva, conjunção entre a eternidade e a perfeição
Sempre maiúscula, mesmo em coisas minúsculas
Mas, a vida é assim
Separa até sílabas
Do que não poderia ser separado
Amor, união, afeto, paixão
A vida é assim, transitiva, transitória,
Memórias, nostalgias
Craseia o tempo, cala o verbo.

Nossas conversas com ela
Convertiam-se em verdadeiros hiatos
Parados, cortados, divididos, juntos e separados
Ela não nos corrigia; nós, sim, errávamos
Falávamos sem pontuação
Ela nos pontuava
Falávamos alto
Ela nos regulava
Falávamos sem sentido
Ela não nos condenava
Redigia de memória capítulos de sua história
E também da Geografia, vide Zaire
Da poesia, nomar, ou melhor, Ramon
Para os irmãos, uma mãe
Para nós, afiliados, mãezinha
Para todos, madrinha,
Quem foi aluno dela, ótimo,
Existe um que não fora?

Não foste embora, ora, hora,
Com H mudo, sem acento, mas a vida pontua
Pára, dispara, prepara e leva
Não releva, revela,
Revela amor, poesia, metáforas, o dia
Não teve muito tempo
Para a nova ortografia,
Mas, eu aposto, muito antes deles
Essas regras ela já sabia
Só não as utilizava
Na sua perfeita idéia, contraria
E o Cenecista, Maria Eugênia, marias...
Compenetradas Marias, Josés, Joões...
Plurais seus feitos,
Sua vida, sua fé, singulares,
Dos corretores ortográficos, protótipo.

A senhora compõe, por justaposição, a luta
Na poesia, próclise,
Na explicação, ênclise, indiscutível
Em nossa caminhada, mesóclises
Nunca passiva, sempre ativa
Na voz e nos atos
Reflexiva
Aliteração?
Viva vaga vento vela
Vento vaga vela viva
Mar mira melhor na mata
Ou não?
Saudade, então. Abstrata?
NÃO!

21/03/2016

juliaormonde


IRMÃO JOÃO,

Por: Carlos Dourado*

Nascido já irmão?
É o que parece
Pois, exemplo de relação familiar
Dentro e fora do seu lar
Em cada momento, trabalho, igreja, ao passear...
Noite a dentro, estrada, recado...
O cumpridor de horário, pregador,
Se chega às sete, ou oito,
No final o complemento.
Sério, sincero, a todo momento...
Sábias palavras, às vezes, desnecessárias.
Desnecessárias? Sim, pois, nem era preciso falar
Seu caminhar, seu olhar, sua retidão, seu exemplo,
pra que falar?
Quem não o entendesse em silêncio
Palavras não iriam complementar
Fala pelo exemplo, hein, irmão?
Povo difícil, então.
Muita massa Chapada
Pra todo lado que olhar
O pé no chão, a lajota à mão
Serenidade no olhar
Degraus não só para o andar de cima
Mas, para o enlevo espiritual
Para o céu alcançar
Culto nos lares a cada hora
Era só o dono da casa chance dar
Em meio à desempenadeira, um tijolo, à massa
Desempenando argamassas e almas
Uma lição, o cantar.
Mas, e essa notícia, irmão?
Nos pegou desprevenido
Disseram que o Irmão João tinha
Ido a um culto e ao voltar
Também foi pegado desprevinido
Eu disse NÃO, que nada!
Nem me abalou, confesso!
Em seguida, um pouco de revolta
Sabe por que, irmão?
Porque há aquelas pessoas que vão
E aquelas que ficam
Elas próprias fazem as escolhas
O Senhor já fez a sua
O senhor é do tipo que fica
Afinal, em quantos lugares o senhor vai continuar?
Em quantos cultos vamos continuar lhe vendo chegar?
Em quantos corações suas palavras vão ecoar?
Em quantas famílias seu exemplo vai perpetuar?
Digo que infinitas, infinitas...
Deserto? Jesus experimentou, e o senhor também!
Andava com multidões, às vezes, sem ninguém!
O senhor está sendo responsável apenas por mais um recado
Que Deus tem dado a cada dia
Às vezes, de forma suave,
Às vezes, com um chicote à mão
A dor? Que dor? Sei não!
Precisamos é aprender a lição
Escolher melhor a hora pra ir e pra voltar?
Difícil, pois toda hora é hora de pregar
Mas, tem outro recado, não tem?
Muitas vezes, nós, com nossa petulância,
Achamos que tudo está no lugar errado,
menos nós!
Entretanto, tudo faz parte da criação
E nós, criando, prendendo, rasgando as matas,
Assentando as estradas, encurralando os animais
Animal que já foi transporte para o Mestre
Será que a ganância humana também não coloca
Uma estrada no lugar errado?
Um quebra-molas no lugar errado?
Se o Mestre estivesse hoje presente de corpo físico
Ou Paulo, outro grande mestre,
Será que não iriam também de moto andar?
Ou num burrico? Ou será que iriam e-mails enviar?
Reflitamos, irmão, e no irmão...
Recados, recados, muitos recados...
Não podemos desprezar.
O senhor não desprezou
Trouxe a molecada da Chapada pra cá
Morada humilde, banheiro complicado
Difícil de consertar.
Poucos móveis, mas muito amor
De D. Noíta, para o Fábio, o Ricardo, o Roni,
o Dirceu, a Dayanne e o Júnior
Como costumam falar aquela gente chapadense (ou chapadeira)
Êta meninos queridos, moço!
Daqui pra S. Paulo, de S. Paulo pra cá
Nas dificuldades ou nas visitas rotineiras.
Nessa sua trajetória, os meninos
Arranjaram um bocado de irmãos,
Primos, sobrinhos, e o senhor
Pai, tio, conselheiro...
Herança boa.
E mais: homem bom de serviço
Todo mundo se interessa
E por que não Deus, o Arquiteto Maior?
Então, é hora da família se juntar
E, bem próximos, a todos abraçar.
Semear, refletir, orar, repartir, silenciar...

joaosoares

* Esclareço que essas palavras não têm qualquer intenção de julgar a ninguém, tampouco afrontar crenças, tradições, princípios...
 As palavras aparecem quando não se acha outras formas de falar, como agora. Não foi solicitada permissão à família, mas, que família? 
Muito grande, pois, irmão pra uns, pai pra outros, avô pra outros, a família se confunde com uma multidão. 
E eu, de forma simples, não poderia deixar de registrar meu apreço a JOÃO SOARES ?DE? OLIVEIRA e seu legado. 
Este texto pode ser editado a qualquer momento, caso alguém se manifeste a respeito.

 

HILDO TEIXEIRA DA COSTA

05-08-2015 23:59:35

hildoCreio que pela primeira vez
Você fez uma coisa que não achamos LEGAL
Cansou de nos ajudar a tornar o mundo MARAVILHOSO,
Hein, NEGO VELHO?
O HOMEM de UM MILHÃO DE AMIGOS
O homem da MÃO LEVE... pra vacinar
Não quero outro, quero você
Dizíamos de mamando a caducando
Crianças, adolescentes, jovens de mais idade
Por toda a cidade
E campo também
Bom dia, um sorriso, e lágrimas também
Mas, o dia vem
De boas lembranças
De uma canção de Roberto
Em poucos, mas alegres acordes
De um incomparável canhoto
Ora!
O poeta de Noca
De passos firmes
Do jogo de bola e das subidas na Santa Cruz
Da Educação Física
NOSSA SENHORA, o povo lhe via e ouvia

Mas, agora, o velho Bruno
Recebe uma visita
E dona "Muna" também
Uns vão, outros vêm
Mas, o coração dispara
Às vezes, pára,
E paira sobre a cidade
Uma nuvem de tristeza
Que se tornará alegria
Pois, não desaparecerá o sorriso
LEGAL, MARAVILHA, de Vida e Vidas Eternas.
Ternura, dos irmãos, todos irmãos
Até sobrinhos, filhos e netos
Um abraço fraterno,
Do homem urbano e rural
Da pressão alta, mas do humor em alta também

Quem é esse cara? ESSE CARA não SOU EU

ESSE CARA é VOCÊ

O inesquecível HILDO!

Até mais! Até Logo!


 

benildoBENILDO JUNIOR

04-08-2015 22:00:00

O Riachinho sempre foi um caminho
Pra mim, pra você, para os nossos

Em construção...


 

Um dilema de todo caminhar
Com firmeza ou pés já cansados,
Se novos ou velhos, não importa,
Todos temos nossos percalços

 

 

Comentários   

0 #1 Frances 28-03-2016 18:24
Em êxtase! Não sei o que falar, por isso me calo.Sinto-me tão pequena diante da vida. Palavras certas na hora certa.
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