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• CHUVAS DE JANEIRO ALEGRAM O SERTÃO

26/01/2016

As chuvas da noite desta segunda-feira, 25 para 26/01/16, trouxeram mais alegria e alguns dilemas para a população brejinhense, principalmente da sede do município. Como já se comenta há algum tempo, o crescimento das cidades, mesmo as de pequeno porte que, de uma hora para outra, podem mudar de categoria, para médio ou grande porte, dados os efeitos da globalização, tem que ser melhor planejado.

O que se vê nesta terça-feira é uma cidade abalada pelas últimas chuvas e pela previsão de mais ainda. As construções mal estruturadas ou antigas, há muito tempo sem manutenção, às margens de riachos, rios e lagos, demonstram o quanto é necessário melhores estudos e ações para promover a segurança dos moradores.

O abastecimento de água de parte da cidade está comprometido desde o último sábado em alguns pontos e o problema se ampliou, antingindo mais domicílios. Como uma das nascentes que provê a cidade é a Água Quente, cuja tubulação atravessa o Riacho da Cachoeira, parte desses tubos foram arrancados, exigindo um esforço extra dos trabalhadores para restabelecer o abastecimento que, até as 16 horas de hoje, ainda não foi resolvido. O volume de água do riacho atingiu estradas, roças, sendo que alguns pontos que já foram negociados como lotes para construções estão tomados pela água.

Por essa razão e mais uma vez, é necessário dar mais atenção aos fenômenos da natureza que, por mais que a ciência avance e procure antever catástrofes, sua força é suprema e, caso se queira segurança, quem tem que tomar as providências somos nós, humanos, e não apenas dizer que a natureza provocou uma tragédia ou estragos. Não estaríamos comprometendo o caminho das águas e muitos outros caminhos? Vamos refletir!

 As imagens abaixo compreendem alguns pontos do Riacho da Cachoeira, como a estrada de acesso à Comunidade de Riachinho, Rio Paramirim, Rio São Francisco, etc.

25/01/2016

Apesar de muitos municipios da Bahia ainda viverem situações de calamidade por conta da estiagem, na região Oeste as chuvas têm sido constantes nesta última semana. Em algumas cidades, como Santa Maria da Vitória, a água invadiu casas e forçou a retirada de famílias. Em Oliveira dos Brejinhos chegou a chover 100 mm por dia como na noite de sexta, 22/01, para sábado. Muitos açudes, lagoas, riachos e o Rio Paramirim estão com bom volume de água neste domingo. Há notícias de algumas casas com a segurança comprometida, até mesmo com necessidade da retirada das famílias, bem como muros caídos.

Há algo que é necessário se fazer uma análise melhor no planejamento das cidades. Quando a estiagem é longa, muias pessoas aproveitam para abrir loteamentos em locais que antes eram caminho das águas. São várias situações assim, como nas imediações da Rua Rui Barbosa, Vila Maria, Beleza, Riachinho. Provavelmente, devem pensar que jamais as águas voltarão a passar por esses locais, o que pode se configurar num erro grosseiro. Normalmente quando a água pede passagem, dificilmente alguém consegue conter sua força. Exemplo disso foi o Riacho da Cachoeira que desceu grande quantidade de água neste sábado, alcançando locais que há muito tempo não chegava. É necessário repensar seriamente essa situação, antes que ocorram tragédias. Senão, será mais um fato atribuído à natureza, sendo que o erro já fora cometido previamente pelo homem.

chuvas26011616.jpgchuvas26011609.jpgchuvas7.jpgchuvas9.jpgBeiraRio2801-1.jpgchuvas26011610.jpgchuvas26011657.jpgchuvas8.jpgchuvas6.jpgchuvas1.jpgBeiraRio2801-4.jpgBeiraRio2801-3.jpgchuvas2.jpgchuvas5.jpgchuvas4.jpgchuvas3.jpgBeiraRio2801-2.jpgchuvas26011620.jpgchuvas26011615.jpgchuvas26011612.jpg

• PERDAS, GRANDES PERDAS

Oliveira dos Brejinhos viveu esta semana dois momentos marcantes: o primeiro foi a perda de Carlon Castro Cruz, na madrugada do dia 26 de agosto, na cidade de Barreiras. Depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral, segundo Informações preliminares, foi levado àquela cidade, onde permaneceu internado por alguns dias. Apresentou melhoras e alguns momento de piora acentuada. Na noite de 25/08, apresentou fortes dores na perna e pé, embora já estivesse se aprontando para receber alta, situação que se agravou durante a madrugada, provocando sua passagem. A comunidade ficou transtornada com o acontecimento.

Carlon Cruz sempre colaborou com a comunidade, realizou pesquisas, disseminou idéias favoráveis à preservação da natureza, fotografou, escreveu livros, participou de documentários, filmes, estava sempre presente nos eventos em escolas e outros ambientes. Foi fundador do Grupo Jatobá de Defesa do Meio Ambiente, oficializado no ano de 1984, o qual passou a ser referência na defesa do meio ambiente na região. Polèmico, esforçou-se até o limite para que os cuidados necessários fossem tomados a fim de preservar a fauna e a flora da região, boa parte dessa luta em vão.

Deixa esposa, dois filhos e uma neta.

O segundo fato lamentável foi um incêndio que ocorreu no chamado Morro da Santa Cruz, hoje praticamente centro da cidade, na tarde do dia 28 de agosto. O fogo começou no lado leste do morro e subiu, destruindo a vegetação, espalhando medo e fumaça sobre a cidade. No topo do morro, onde ficam algumas torres de comunicação e o santuário, ainda atingiu alguns fios de eletricidade.

O incêndio foi controlado algum tempo após seu início, embora ainda se pudesse perceber alguns pequenos focos até o final da tarde daquele dia.

Fica aqui a sugestão para que o município tenha um grupo de pessoas devidamente treinadas para situações como esta. Não precisa ser um grupo exclusivo, mas pessoas pertencentes ao quadro de funcionários e alguns voluntários, desde que devidamente orientados e treinados por uma autoridade competente.

Fica aqui o registro.

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